Atualmente, o Ministério da Saúde estima que cerca de 630 mil pessoas convivem com o vírus HIV, ainda que grande parte delas desconheça a sua sorologia, por não apresentar sintomas de HIV. Por muito tempo, a doença foi associada a homens homossexuais e, até hoje, existe muito desconhecimento em torno do tema.

Beijo, toque, abraço e compartilhamento de talheres ou toalhas não transmitem o vírus causador da AIDS. A contaminação se dá por meio de sangue, sêmen, secreção vaginal ou leite materno. Já os sintomas do HIV podem inicialmente ser confundidos com os de uma gripe.

Em época de fake news, é muito importante conversar sobre o tema com a mente aberta para dar informação a quem precisa. Pensando nisso, desenvolvemos este texto, no qual apresentamos e respondemos algumas das principais dúvidas sobre o HIV e também sobre a AIDS. Confira!  

Quais os sintomas do HIV?

O HIV é o vírus da imunodeficiência humana. A sua principal ação no organismo é a destruição das células de defesa. Sem uma resposta imunológica apropriada, o corpo fica debilitado e mais suscetível a infecções ou outras doenças.

Logo após a infecção do vírus, a pessoa pode apresentar sintomas pouco específicos e muito semelhantes aos de uma gripe. Entre eles, estão: febre, fraqueza e diarreia. Esses sinais podem surgir durante o período de incubação do vírus no organismo, o que pode levar de três a seis semanas depois da contaminação.

Qual a diferença entre HIV e AIDS?

O HIV é o vírus causador da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Todas as pessoas que têm AIDS são consideradas HIV positivo. Porém, atualmente, é possível conviver com o vírus sem desenvolver a síndrome.

A AIDS pode ser entendida como o estágio mais avançado da infecção causada pelo HIV. Para evitar que isso aconteça, é necessário fazer a ministração adequada de medicamentos e levar uma vida saudável.  

Como detectar o HIV?

O HIV pode ser detectado por meio de um simples exame de sangue. Idealmente, ele deve ser solicitado após a janela imunológica para evitar um falso negativo.

Esse período varia de cerca de 2 semanas a 120 dias e trata-se do tempo que o corpo leva para produzir os anticorpos após o contágio — são esses anti-HIV que serão identificados no exame para determinar se alguém é HIV positivo.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) também disponibiliza o chamado teste rápido. Nesse exame, o resultado fica pronto em cerca de 30 minutos. Ele pode ser feito a partir uma coleta de sangue da ponta do dedo ou ainda por meio de uma amostra de saliva.

Como prevenir o HIV?

A prevenção do HIV se dá por meio da redução ou controle de fatores de risco. Um dos principais deles é o sexo desprotegido, ou seja, sem camisinha. Tanto a versão masculina como a feminina ajudam na prevenção da contaminação por meio de relações sexuais.

O compartilhamento de seringas também deixa a pessoa mais vulnerável à contaminação. Assim, a atenção a procedimentos hospitalares e o desenvolvimento de ações que visem controlar o consumo de drogas injetáveis também são formas de prevenir o HIV.

A rede pública brasileira também disponibiliza gratuitamente a PEP, remédio de profilaxia pós-exposição, que pode ser ministrado gratuitamente em casos de exposição a situações de risco. O objetivo da medicação é conter a infecção ainda em seu estágio mais inicial.

Entendeu quais são os sintomas do HIV e a importância do sexo seguro? Ele não só evita uma gravidez indesejada, como também previne a contaminação não só pelo HIV, como também por outras doenças sexualmente transmissíveis. A medicina já evoluiu bastante no tratamento do vírus, mas é preciso lembrar que a AIDS ainda não tem cura. Assim, todo cuidado é pouco!

Aproveite a visita ao nosso blog e veja como aproveitar o beijo grego também de forma prevenida e segura!

 

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